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Retirado de um caderno, escrito no dia 13 de Abril de 2006 (editado)

«Durante o espectáculo de luz e som no sítio arqueológico de Uxmal, lembrei-me de um sonho que tive. Não faço a mínima ideia se o tive a noite passada, se há dez ou vinte anos. Não sei sequer se não terá sido um dejá-vu ali mesmo a ver o sound & light Maia! A verdade é que de súbito lembrei-me como se tivesse sido um sonho.
Passava-se tudo num sítio que eu identifico como um aeroporto, talvez o aeroporto de Nampula, apenas porque o identifico como tal, não que seja o verdadeiro aeroporto de Nampula como o conheci. Ou então talvez porque o aeroporto de Nampula é o aeroporto da minha infância. E além disso não ponho de parte a possibilidade de este ser um sonho de infância de que me lembrei esta noite, não sei porquê, possivelmente sob influência do lugar e da circunstância.
Não recordo pormenores, claro, mas o que me lembro é que havia ovnis, naves espaciais, luzes a brilhar e a voar no céu nocturno. Eu  tanto estava no solo, a olhar para o céu cruzado pelas luzes das naves espaciais, como estava dentro de um avião, em voo, que tentava não colidir com elas.
E agora que estou a escrever isto está-me a vir à lembrança um outro sonho, ou o mesmo não sei, em que também começava a observar estranhos fenómenos celestes, tipo nuvens luminosas que se formavam no céu.
A ideia que tenho é que isto se trata de um sonho antigo, mas o que é curioso é isto estar-me a vir à lembrança aqui e agora, ou seja quando estou de férias, mais relaxado, e aqui neste lugar, a visitar sítios arqueológicos dos Maias. Aliás, é fantástico eu ter-me lembrado disto, ou ter subitamente começado a pensar nisto, quando estava a assistir a um espectáculo de luz e som nas ruínas de Uxmal sobre a história e as lendas ligadas à cultura dos Maias. Que, como se sabe, dão muito azo a teorias sobrenaturais, à presença da região de civilizações extraterrestres, a aeroportos intergaláticos, enfim a esse tipo de fantasias.

Ainda sobre o sonho, só mais uma nota. Eu estava a assistir ao espectáculo de luz e som e às tantas falava-se de estrelas, e eu pus-me a olhar para cima, para as estrelas que surgiam no céu em número e nitidez cada vez maiores. E foi num destes olhares para o céu que de repente me ocorreu: eu uma vez tive um sonho com naves espaciais.

Sim, eu sei que tenho bebido muitas margaritas. Esta do bar do Club Med é das mais fortes que eu bebi.»

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