May 14th, 2006

rosas

mission impossible: iii

O principal problema de Mission Impossible: III é que, com o tempo, a série (cinematográfica, é dessa que falo) foi assentando num mínimo denominador comum do entretenimento familiar. Se a perícia de John Woo conseguia ainda injectar alguma brutalidade na coisa, este terceiro filme não deixa nunca de ser uma espécie de jogo de computador daqueles em que o jogador tem de levar o boneco através de um percurso para recolher sucessivos objectos. Ou seja, e basicamente, mais do mesmo com outro cenário. A aventura nunca é excitante, nunca estamos verdadeiramente preocupados com o destino das personagens, e o final 'uma família feliz' é irritante de tão forçado. No meio de tanta falta de entusiasmo, nem sequer Philip Seymour Hoffman consegue ser interessante como vilão. Os únicos momentos excitantes do filme são quando se ouve o famoso e velhinho tema da Missão Impossível, pelo que os louros do filme vão inteirinhos para o seu autor, o argentino Lalo Schifrin, que, a propósito, tocou com Dizzie Gillespie (as coisas que eu sei... procurar na Wikipedia!)