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(no subject)
rosas
innersmile
Primeira incursão à Feira do Livro, de onde trouxe seis livros. E ia com ideia de apenas dar uma vista de olhos. Trouxe três livros do Alberto de Lacerda, finalmente a Oferenda II, e Átrio e Horizonte. De outra poeta moçambicana, Ana Mafalda Leite, trouxe Livro das Encantações, que me encantou ao primeiro poema, uma citação, directa, de um poema de Rui Knopfli. Trouxe ainda Zona de Perda Livro de Albas, de Pedro Sena-Lino. Finalmente trouxe um livro de banda desenhada, Um Homem Ideal, de Ralf Konig, para descobrir que afinal já o tinha cá em casa, mas em edição inglesa. Esta que comprei hoje é brasileira.
Entretanto, comprei há uns dois ou três dias o volume de correspondência trocada entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena, que estou a ler e a gostar bastante, e sobre o qual ainda quero aqui escrever, e ainda Pedro Páramo, de Juan Rulfo, ainda consequências das férias no México.

E já que estou com a mão na massa, dizer que o livro que li nas férias foi Mulher de Porto Pim, do António Tabucchi (que acaba de publicar um novo livro, Tristano Morre, pretexto para uma bela entrevista na última edição do Mil Folhas). Eu já tinha lido o livro, mas das duas uma, ou mo emprestaram ou perdi-o, porque não o tinha. Encontrei por sorte um exemplar numa daquelas prateleiras muito desprezadas das livrarias dos centros comerciais (na secção das biografias!). Foi a melhor companhia literária possível para férias, por ser um livro pequeno, que se presta a leituras breves e interrompidas, um daqueles livros que podemos largar em qualquer ponto e retomar noutro qualquer. Ainda por cima um livro de viagens, sui generis é certo, mas muito da minha preferência: junta pedaços de ficção, relatos, citações, descrições mais ou menos factuais. Um verdadeiro caderno de notas, onde alguém vai coleccionando recortes e impressões. Se eu conseguisse fazer livros de viagens, era assim que eu gostaria que eles fossem.
O livro é sobre os Açores e sobre baleias e baleeiros. Contém uma brevíssima biografia sobre Antero de Quental, com a mais comovente página sobre o seu suicídio. Quando a tentei ler em voz alta a um dos meus companheiros de viagem, por mais de uma vez fiquei com a voz presa. A ver se transcrevo para aqui um excerto, um dia destes.
Eu gosto muito do António Tabucchi, naturalmente de uns livros mais do que de outros. Este Mulher de Porto Pim, não é apenas um dos meus livros de Tabucchi preferidos. É, 'period', um dos meus livros.