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lila downs
rosas
innersmile
Há três dias, desde que cheguei de férias na terça-feira, que praticamente só ouço os dois cd’s da Lila Downs que comprei, mas onde mais poderia ser?!, na cidade de Mérida, capital do estado do Yucatán (e digo praticamente porque também tenho ouvido muito o Fina Estampa, do Caetano Veloso).
Eu já conhecia a LD do cd com a banda sonora do filme Frida (era ela que cantava a maior parte dos temas, e nomeadamente o dueto de Burn it Blue, com o Caetano), e nas vésperas de ir de férias, li na revista Wm (que, a propósito, tem na capa uma fotografia lindíssima do Ali Farka Touré, tirada pelo meu amigo e compadre Mário, do Retorta) que tinha sido editado La Cantina, o seu mais recente álbum, e que os críticos dizem que é uma obra-prima. Fico cheio de vontade de juntar este disco aos tais dois outros que comprei, Border – La Línea, de 2002, e Una Sangre – One Blood, de 2004.
A música da Lila Downs tem aquela mistura certa de tristeza e alegria, de cores muito vivas e zonas muito sombrias, de estarmos bem seguros nas nossas raízes mas ao mesmo tempo muito abertos ao mundo e ao outro. É verdadeiramente música do mundo, e confirma a teoria de que quanto mais fiéis somos a um lugar, mais universais nos tornamos. Gosto muito da forma como ela, em Una Sangre, pega em dois temas muito gastos (estafados, mesmo), como são La Bamba e La Cucaracha, e lhes dá uma volta completa, tornando-os propostas aliciantes e absolutamente irresistíveis. Tão irresistíveis, de facto, que não consigo ouvir La Bamba apenas uma vez, no alinhamento do cd, tenho sempre de repetir três ou quatro vezes!
Entretanto, fui ao site da sua editora, a Narada Records, para ler o que diziam sobre La Cantina, e deparei com este pedacinho de prosa:

«Exploring and expressing Mexico's rich culture has been a lifelong passion for Lila Downs. On LA CANTINA "Entre Copa y Copa...", Lila Downs focuses intently on the rich and familiar repertoire of Mexico's beloved cancion ranchera tradition. The cancion ranchera is typically a ballad about heartache, solitude, love and longing — a song such as one would typically hear in a local cantina. It is a musical tradition quite akin to Portugal's Fado, or to the Delta blues — deeply soulful, often lamenting, always emotionally vivid.»

É incrível! Como dizia o outro, isto realmente anda mesmo tudo ligado…
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