?

Log in

No account? Create an account

rent
rosas
innersmile
Não vi a peça de teatro musical na qual se baseia o filme Rent, realizado pelo Chris Colombus, por isso é difícil avaliar a relação desta versão filmada com a versão de palco. Mas parece-me que o filme se aguenta mal sem essa referência para o show ao vivo. As personagens não têm dimensão dramática, não trazem uma verdade, enquanto personagens, que nos faça interessar por elas. Claro que nos espectáculos de teatro musical isso acontece muitas vezes, mas aí essa falta é compensada pela excitação do song and dance, pelo maravilhamento do palco.
Rent, na sua versão teatral, venceu um prémio Pullitzer por trazer para o domínio do teatro musical temas como a vida boémia (aliás, a peça inspira-se na ópera La Boheme, de Puccini) da East Village de Nova Iorque, estilos de vida menos ortodoxos, pelo menos nos espectáculos da Broadway e do West End (entre as personagens há homossexuais, negros, toxicodependentes, músicos, drag queens, nerds) e a Sida. E bastava a bonomia de abordar esses temas para tornar a coisa logo interessante à partida, mas a verdade é que Rent, o filme, apesar das suas fraquezas e fragilidades, é ainda um filme simpático, que, pelo menos a mim, despertou mais afecto que prazer (falo, claro, do prazer cinéfilo, aquelas cóceguinhas no cérebro que o cinema nos provoca).

Ontem nadei 2500 metros, sim!, dois quilómetros e meio! Em cerca de hora e meia, é certo, mas mesmo assim. E os últimos 400 foram seguidos, sem pausa para descansar. Quando comecei a subir a escada para sair da água fiquei cheio de cãibras. É sempre um experiência interessante conhecermos os nossos limites. A parte chata é tomarmos consciência de que a idade já é mais do que era.
Tags: