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(no subject)
rosas
innersmile
Enquanto estou a praticar o meu desporto preferido do momento, que é fazer pesquisas (acho este termo sempre tão pomposo para dizer que ando a navegar na net) no blogsearch do google, vou fazendo zapping no comando do televisor. No programa do Herman, despacham-se duas vedetas da televisão, o actual director da SIC e o Albarran (o que é que ele está a fazer ali? Será o prec: processo de reabilitação em curso?) e dá-se entrada a um miúdo com ar sério, vestido de artista de circo e agarrado a um serrote.
Breve entrevista, que o Herman tenta abandalhar, como sempre, mas o puto não lhe dá tréguas, e mantém sempre um ar compenetrado. O miúdo diz que o avô, que é palhaço, é que lhe ensinou a tocar serrote. O Herman insiste que o avô do miúdo é palhaço, o público ri alarvemente, e o Herman pergunta como é que o miúdo trata o avô, se por avô se por palhaço. O miúdo responde naturalmente que o trata por avô, negando, por não ter entendido a cretinice do trocadilho, ao Herman o gozo da piada. Bem, nesta altura o miúdo já estar a ganhar pontos, e já está a ganhar ao Herman aos pontos. A seguir começa a tocar e, bem, foi para mim o momento do dia: um miúdo, com o ar compenetradíssimo de que o que está a fazer é a coisa mais importante do mundo, a sacar, com a ajuda de um arco, notas e música a um serrote, apenas abrindo e fechando a lâmina para fazer a escala. Acho que foi a primeira vez que eu aplaudi o hino do Benfica, porque foi isso que o miúdo tocou.
Durante todo aquele tempo, o ar muito sério do miúdo apenas se quebrou uma vez. Foi quando o público aplaudiu, e o miúdo voltou a cabeça na sua direcção. Sorrindo.