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(no subject)
rosas
innersmile
Entrevista ontem com o Mário Laginha no Por Outro Lado, na rtp2. Fiquei roído de inveja por não ir assistir ao concerto (creio que no CCB) do Laginha, do Bernardo Sassetti e do Pedro Burmester. Até porque o Laginha e o Burmester repetem o concerto, creio que em Faro. Eu tenho um cd da dupla e é das melhores coisas que tenho em casa. A inveja cresceu ainda mais porque o Laginha anunciou alguns dos temas que vão interpretar e há alguns desse cd, nomeadamente o El Salon Mexico, do Aaron Copeland, que é uma das minhas peças favoritas (e que, apesar de eu já conhecer antes, ouvi com atenção pela primeira vez nesse cd).
Não conheço pessoalmente o Mário Laginha (tell me some news) por isso não posso avaliar se aquela simpatia é toda natural ou se há ali alguma pose. A mim pareceu-me natural, e até consentânea com uma certa postura dele nos concertos. Além de que um dia o vi num concerto no Coliseu (acho que foi do Caetano Veloso) e ele era super-simpático para as pessoas que o abordavam.
Mas isto para dizer que essa simpatia é sempre uma mais-valia quando se ouve alguém a falar com entusiasmo de alguma coisa de que entende. Neste aspecto, a entrevista foi também uma oportunidade de aprender coisas sobre a música dele, sobre as suas parcerias. Até sobre a música: por exemplo eu ontem aprendi o que é uma fuga. Mas o gozo maior é mesmo vê-lo a falar sobre o piano, sobre maneiras de tocar, a fazer os gestos com as mãos, as mãos a percorrerem escalas imaginárias; até neste pormenor: quando contou que aprendeu a tocar guitarra, foi assim quase automático a mão direita começar a fazer acordes no antebraço esquerdo à medida que falava. Ouvindo o Mário Laginha a falar assim parece que é tão fácil tocar que basta um tipo sentar-se ao piano, pousar as mãos no teclado, e a música desata a fluir naturalmente.