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Discos novos, todos com piano.
O mais recente de Brad Mehldau, em trio, com Larry Grenadier no baixo e Jeff Ballard a substituir o Jorge Rossy na bateria. Logo a abrir o já tradicional tema dos Radiohead, desta vez a Knives Out, um do Nick Drake, Day is Done, que dá título ao cd, mais versões de Lennon/McCartney, Alfie do Burt Bacharah, alguns termas do próprio BM e uma surpresa: uma versão de 50 Ways t o Leave Your Lover, do Paul Simon. Ainda só ouvi o cd uma vez, com excepção do 50 Ways, que já ouvi mais de uma dúzia.
O primeiro disco do jovem pianista português Domingos António, cujo título, ‘Quadros de Várias Exposições’, é uma variação do tema central do disco, os Quadros de Uma Exposição, de Mussorgsky, um compositor russo que eu não conhecia e que adorei. Também gostei muito de uma canção de Schumman. O Domingos António nasceu em Pittsburgh nos EUA, filho de pai português. Com 14 anos foi para Moscovo, para prosseguir os estudos musicais. Veio viver para Portugal em 2002, para Bragança, e como não tinha piano, esteve um ano sem tocar, treinando (?) nos tampos das mesas.
O disco que tenho mais ouvido é o mais recente do Bernardo Sassetti, Ascent, que é lindíssimo, de uma melancolia rasgada e doce, mansa e profunda. Basicamente o BS toca com dois trios, o seu habitual, com Carlos Barreto e Alexandre Frazão, e, em algumas composições, com Aj da Zupancic em viooncelo, e Jean-François Lezé no vibrafone. Destaco os temas que BS retomou da banda sonora do filme ‘Costa dos Murmúrios’, e El Testament d’Amelia, de Frederico Mompou, de quem Sassetti já tinha tocado alguns temas no Nocturno.

Para manter o registo pianístico, já esta noite fui ao Gil Vicente a um recital, no âmbito do Festival de Música de Coimbra, do pianista japonês Masataka Takada. No programa, Bach, prelúdios para órgão transcritos para piano, Haydin, Beethoven e Liszt. Bem, o tipo é um virtuoso, já venceu uma série de prémios (tentei pesquisar na net e só saem resultados de concursos que o dão em primeiro lugar), e o concerto foi muito bom e poderoso, ele é daqueles tipos que enche o teclado todo, o som parece que sai de uma orquestra completa, e tem aquele movimento de mãos muito rápido em que nem se conseguem ver os dedos. Gostei muito da sonata de Liszt, que ocupou a segunda parte do recital, mas o que mais gostei foi mesmo a Sonata n.º 21 Opus 53 de Beethoven. Tenho de ver se arranjo, é fantástica.


E agora para algo completamente off-topic. Hoje, pela primeira vez desde há precisamente um ano, fui nadar. Que saudades. Fui para a nova piscina olímpica (verdadeiro luxo o complexo das piscinas, que maravilha) decidido a fazer meia dúzia de piscinas, só para fazer o gosto ao dedo. A intercalar uma piscina em crawl e outra em costas, primeiro fiz 500 metros, depois, já que ali estava, estiquei até aos 800 e como quem não quer a coisa cheguei aos 1000. Na boa.