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de battre mon coeur s'est arrete
rosas
innersmile
Começar por referir que De Battre Mon Coeur S’Est Arreté foi uma surpresa, porque não correspondeu às expectativas que eu trazia quanto ao tipo de filme. Não sei bem porquê, mas estava convencido que de que se tratava de um daqueles filmes de ambiente tão típicos de uma certa geração mais nova de cineastas franceses. Ora o filme é sobretudo um filme de personagem, como se fosse um longo close up (aliás um dos planos dominantes no filme) emocional, como se, seguindo o título, o filme monitorizasse continuamente a pulsação da personagem, à medida que ela vai descobrindo, e bebendo em golfadas sedentas, os vários lados do poliedro que constitui a sua vida, as suas relações, os seus sentimentos e emoções.
E é isso o mais admirável no filme de Jacques Audiard, e muito por causa de Romain Duris, o actor que dá corpo, e sobretudo a face, à personagem de Tom: um rosto onde se vão inscrevendo as descobertas, as contradições, as exaltações, as sombras, os medos, as intuições. Um rosto que, através de nuances e subtilezas, é como que o registo eco-cardiográfico de um coração que bate, bate sem cessar, de sobressalto em sobressalto, de suspensão em suspensão.
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