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diário de campanha
rosas
innersmile
Começou ontem(?) a campanha eleitoral para as autárquicas e por isso é natural voltarmos a ter o diário de campanha. O problema é que estou muito pouco envolvido nesta campanha. Primeiro porque já decidi mais ou menos em quem vou votar e por isso não vale muito a pena vir para aqui pensar alto. Depois porque, de uma forma geral, o PS já decidiu que ia perder estas eleições (na minha opinião também já decidiu que vai perder as presidenciais, mas ainda é cedo para falar disso); só isso explica a péssima escolha dos candidatos nas principais cidades, a minha incluída. Ora, se os tipos já escolheram perder, então não vale a pena estar aqui a bater no ceguinho. Além disso, e para falar com franqueza, também não me apetece muito bater nos candidatos do PSD, ou porque nem desgosto assim tanto deles, ou porque nem lhes passo cartão.
Na verdade isto de as eleições autárquicas serem por autarquias é que não me parece uma ideia muito boa. A questão é que não me apetece, por absoluta falta de interesse e motivação, falar dos candidatos da minha autarquia. E, por outro lado, não sei que sentido é que pode fazer estar aqui a debater o que se passa nas outras autarquias, ou seja, naquelas em que eu não posso votar.
Tenho de confessar que as únicas autarquias cujos resultados me causam alguma ansiedade, são as dos candidatos fora-da-lei. Por um interesse de mera cidadania (já que não sou sociólogo, politólogo, antropólogo ou mesmo socio-psiquiatra), as campanhas que mais me fascinam são em concelhos muito longínquos, tipo Gondomar, Oeiras, Amarante ou Felgueiras. Aliás, cubro-me de vergonha ao confessar que destes o único que tenho uma vaga ideia de onde fica é o de Oeiras, porque aqui há uns anos tentei arranjar namoro nuns prédios que ficam ali atrás de um grande centro comercial que lá há, junto a uma saída da auto-estrada que fica a seguir a uma área de serviço (como se vê, decorei as instruções). Quanto aos outros três, sei que ficam ali entre Douro e Minho, mas ao certo ao certo não faço ideia.
Quanto ao resto, até agora de interessante só mesmo o Carrilho, em Lisboa, que é o candidato arrebimbó-malho destas eleições. Verdadeiramente surpreendente, ao nível do melhor estilo Santana Lopes, com a vantagem de ser muito mais culto e reflectido. Embora não pareça. Eu gosto da ligeireza e da velocidade com que ele tira coelhos da cartola. Para qualquer problema, do mais simples ao mais complexo, o Carrilho salta com uma solução mirabolante e fantástica. E o melhor é que o faz sempre com um ar muito as-a-matter-of-fact.
Uma das minhas ‘carrilhadas’ preferidas foi ele dizer que se for eleito passará a andar de transportes públicos. Não é lindo? Agora, que é um cidadão normal (enfim...), vai de automóvel; mas se for presidente da câmara, com a pressa dos compromissos e da agenda e a pressão dos munícipes e as recepções a convidados estrangeiros e isso tudo, vai passar a andar de metro e de carro eléctrico! Ou muito me engano, ou este diário de campanha vai ser muito devotado ao Manel Maria.