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(no subject)
rosas
innersmile
É de Mário Quintana:

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!


Chega-se a este último verso e o coração suspende-se. Está cheio, repleto. Como se tivesse chorado muito, muitas horas, mas finalmente já não restassem mais motivos para chorar. Há a paz que sempre se encontra depois de qualquer coisa.