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(no subject)
rosas
innersmile
Madrugadas a ver transmissões desportivas em directo na televisão (o pior é amanhã de manhã ir pró trabalho, pum-pum-pum ó ferreiro bate o malho), a comer pão pitta com queijo la vache qui rit e a beber canecas de café aguado com leite. Só falta a N. para parecer que estou em Londres, a long long time ago. São assim, flashes de felicidade.

No caso, o desporto é ténis, o Open dos Estados Unidos. Neste momento joga o Roger Federer, que é verdadeira 'poetry in motion', como na canção antiga.
Não ganha necessariamente o que joga melhor, mas o que consegue manter sempre o mesmo nível, sobretudo nos momentos de maior tensão. E o Federer nisto é iceborgiano, como em Bjorn 'Ice'Borg.
Mas entre os jogadores que estão em competição o meu preferido é o velhinho Andre Agassi, que hoje passou às meias finais, que vai disputar com o Robby Ginepri. Apesar do Ginepri ser totalmente cutchi-cutchi, Go Agassi.

carta ao Saint
rosas
innersmile
Meu Caro
ao invés, eu adoro o mês de Agosto. Adoro a maneira como ele se espraia, como se demora, como parece que não passa. Não sei porquê, mas nas noites de Agosto sinto-me sempre mais próximo do céu, das estrelas, das luzes que piscam no escuro dos aviões que cruzam os desejos. Antes de Agosto, o ano é sempre uma promessa; depois, uma despedida. Claro, entre a promessa e a despedida existe esse nada quente e seco de Agosto. Um nada azul e dourado, como a seara ondulando ao céu.
Quanto aos livros. Ou melhor, quanto ao que passa pelos livros. Já não há maneira de te livrares da minha sombra: ela está em Caio F., como já está no facto de, abrindo a encomenda, pela primeira vez as minhas mãos seguraram um livro que na capa traz o nome de Mário Quintana, ou de Clarice. Estes livros, meu Caro, juntamente com os outros com que me foste abrindo as portas ao prazer de ler na minha própria língua como se fosse outra e nova, esses livros ficarão para sempre a refulgir na casa do meu tempo. Obrigado.
beijos,