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o aroma das mangueiras
rosas
innersmile
«o aroma das mangueiras manchando o ar»

Há frases assim. Esta é do João Paulo Borges Coelho, numa das estórias, a última, dedicada ao Ibo, do seu livro de contos Setentrião (edição Caminho).
Mas é uma frase que se basta a si própria. Existe assim, sozinha. Não precisa da companhia das outras frases do conto para entregar a sua estória. Nós pronunciamos a frase, de preferência em voz alta, como se querem ditas as estórias mais autênticas, e cabem nela, extravasando-a, todas as ficções, todas as estórias, as histórias também, todos os contos, romances ou novelas, que formos capazes de inventar, imaginar ou sonhar, a partir desse facto tão simples, e com tanta simplicidade enunciado, de estar «o aroma das mangueiras manchando o ar».
Pronto, vamos lá dormir descansados.
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