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artur pizarro
rosas
innersmile
Recital de Artur Pizarro na Casa da Música. No programa, Ravel (Miroirs), Liszt (Rapsodie Espagnole), Debussy (Suite Bergamasque) e Rachmaninov (Sonata nº 2, Opus 36). Prestação muito entusiasmante. Uma das coisas fantásticas da música clássica ao vivo, e das mais insuspeitas para quem não liga, é o seu carácter festivo. Normalmente, os concertos, os recitais, são ocasiões celebratórias, onde o público apreciador vibra e se manifesta. Para quem frequenta concertos de jazz, é mais ou menos o mesmo tipo de ambiente, entusiasta e alegre. E mais uma vez foi assim com Artur Pizarro, até porque o piano de Pizarro é exuberante, mesmo quando é lírico e suave. E além disso é um virtuoso, no melhor sentido da palavra. Para mim, o melhor do recital foi a Rapsódia Espanhola de Liszt, em que parecia que a música bailava mesmo, palpável e exuberante, pelo ar do auditório, e o arrebatamento da Sonata de Rachmaninov. Sem esquecer o Clair de Lune, de Debussy, que Pizarro tocou com um lirismo e uma delicadeza espantosas.
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