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mathew herbert
rosas
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Concerto, sexta-feira à noite, na Casa da Música, com Mathew Herbert e o seu projecto Plat du Jour. MH é músico e produtor (Bjork, REM e Moloko, entre outros), que se move na área da música electrónica, com uma dose de experimentalismo muito jazzistico.
Logo de entrada, distribuíram a cada espectador um saco com uma maçã. Mais tarde, MH pediu-nos para todos tricarmos a maçã ao mesmo tempo, porque um dos aspectos do projecto passa pela gravação do som de pessoas a trincarem uma maçã. Todo o espectáculo, que tem uma componente política razoável, anda à volta dos alimentos e da comida. Durante todo o concerto, está em palco uma cozinheira que vai preparando vários pratos, que dá a provar aos elementos da banda e aos roadies. Ao longo do concerto, é projectado um video, temático para cada canção, muito bem preparado e executado técnica e artisticamente; na verdade, acho que foi dos melhores complementos video que eu já vi em concerto.
Normalmente cada canção começa com a gravação de um som em palco: um ovo a rodar numa taça de vidro, o som do sopro no gargalo de uma garrafa, o som do aspirador, e depois esse som serve de base e estrutura da canção. A boa notícia é que a música é óptima, muito dançável. Em palco, para além do MH e da cozinheira, um percussionista que só toca objectos (tipo meia-dúzia de ovos, uma torradeira, uma embalagem de seis refrigerantes, garrafas de Perrier vazias, ect; o bombo era um daqueles garrafões de plástico de escritório, meio cheio de água, que saltava lá dentro de cada vez que ele batia com o pedal), e dois teclistas e, como é que isto dse diz?, tocadores de computador! No final de uma das canções (em que o baterista tocava com duas escovas numa tábua), o MH pediu desculpa, disse que eles eram de tocar aquilo muito melhor, e arrancou para uma segunda versão da canção incomparavelmente mais poderosa e eficaz.
Em suma, um concerto muito interessante, fora de vulgar, divertido, e que nos faz abrir as cabeças para coisas novas e diferentes.
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