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burning down the house: khaled
rosas
innersmile
Tudo parecia normal, um público heterogéneo, maioritariamente jovem, famílias. Depois, durante a primeira canção, começaram-se a levantar alguns braços acima das cabeças ensaiando movimentos ondulantes ao som da música. À segunda canção dois tipos, um na primeira fila, outro na ponta do lado esquerdo, levantaram-se e começaram a dançar. Os arrumadores vieram ao pé deles mandá-los sentar. À terceira canção, um reaggae, levantaram-se mais uns quantos tipos, a dançar e a ondular os braços levantados para cima, e mais duas ou três raparigas, a quebrar a cintura como na dança do ventre. Antes que os arrumadores se lembrassem de avançar, o resto do pessoal levantou-se todo, e pronto, estava feita a história do concerto de Khaled na Casa da Música: duas horas de uma das festas mais rijas a que eu jamais assisti e, naturalmente, participei. O ‘rai’ da Khaled positivamente incendiou a nave espacial da Boavista, e a verdade deve ser dita: o mérito deveu-se tanto ao talento de Khaled e dos deus músicos, como ao entusiasmo dos argelinos que estavam na assistência, e que levaram o concerto todo a dançar, a incitar os músicos, a cantar, enfim, a fazerem uma festa entusiasmante.
No fim do concerto, depois de um encore de três canções em ninguém se sentou, Khaled deu mais uma demonstração de grande profissionalismo e, depois dos agradecimentos e dos músicos se terem retirado para bastidores, veio até à boca do palco, ao lado esquerdo, que era onde se concentrava o maior número de fãs, confraternizar com o público, a dar autógrafos e a tirar fotografias com o pessoal.
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