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todos iguais
rosas
innersmile
Há aí uma coisa do dia-a-dia que não pára de me fascinar: as moedas de cêntimos de outros países da Europa que nos vêm parar às mãos. Acho deliciosa a ideia de criar moedas com o mesmo valor, com a mesma estrutura gráfica, dar-lhes elementos distintivos conforme o lugar de origem, que corresponde ao lugar da respectiva cunhagem, e depois largá-las por aí. A princípio eram raras as moedas dos outros países que recebíamos. Depois do primeiro verão, das primeiras férias com a moeda única, começaram a circular as primeiras moedas dos outros países. Actualmente, há ocasiões em que temos na algibeira mais moedas de outros países do que do nosso. Claro que as de Espanha são mais frequentes, mas circulam moedas de todos os países. As minhas preferidas são, claro, as da Irlanda, por causa da harpa, e as de 1 euro italianas, com o chamado Homem de Vitrúvio, de Leonardo da Vinci, que é, seguramente, a moeda mais bonita de todas; salvaguardo a de 1 euro austríaca porque nunca vi nenhuma ‘ao vivo’, e suponho que deva ser bonita, uma vez que tem o Mozart.
Para além de um lado lúdico, há um valor metafórica nesta mistura de moedas de várias proveniências, e que incorpora bem o que pode ser a ideia do futuro da Europa: termos todos o mesmo valor, sermos todos iguais, mas mantermos intactas a nossa face distintiva, que convive com a nossa face comum.
É a minha visão preferida do futuro perfeito: um futuro mulato, miscigenado, onde todos valhamos o mesmo mas cada um valha também por si, com aquilo que tem de diferente dos outros.