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dias no egipto vii
rosas
innersmile
1 de Abril

«O dia de hoje começou às três da manhã quando saímos do barco para ir a Abu Simbel. Uma viagem de três horas de autocarro, em cada sentido, através do deserto. O templo mais impressionante de todos os que vi. Por ser escavado na rocha, por causa dos colossos de Ramsés II, dos colossos osíricos, por causa do lugar, por causa do lago Nasser em frente, por causa da lenda de que em dois dias do ano, o sol, ao nascer, entra pela rocha e vai tocar, das quatro estátuas no santuário, a do rei feito deus.»

«Por causa do overbooking, em vez do voo das duas da tarde, só vamos para o Cairo às três e quarenta da manhã. Levaram-nos a almoçar e depois despejaram-nos numa ilha em frente à cidade, no jardim botânico.
Finalmente, ao final da tarde, trazem-nos para um hotel, para tomar banho, jantar e descansar um pouco antes do voo. É um hotel da rua detrás, o Orchida St. George Hotel. Um tugúrio! Uma daquelas coisas a cheirar (literalmente) a mau filme de série Z. Além de ser um cochicho, os lençóis estão encardidos, a toalha é minúscula e em fio de tanto uso, a casa de banho é minúscula: não tem banheira, só um chuveiro a meio, a sanita fica tão junto da parede em frente que eu não me consigo sentar, não caibo!»

«Neste momento chamam para a oração. A mesquita deve ser muito perto, ouve-se como se estivesse aqui ao lado. Quer dizer, está mesmo. Aliás, é curioso, porque se ouvem vários chamamentos, variando o volume conforme a distância.»

«Claro que neste momento só se pode levar a situação com descontracção e sentido de humor. E a certeza de que vai ser muito mais interessante recordar e contar estas horas aqui no Orchida St. George, do que as noites no desinteressante Marriot.»
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