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É muito difícil lidar com sentimentos e emoções. Desconfio sempre de quem afirma ter um domínio absoluto sobre as suas emoções. Na maior parte dos casos, são as emoções que têm um domínio absoluto sobre nós, mesmo quando acreditamos na ilusão de que somos muito cool e muito seguros.
Suponho que todos nós temos (estou habituado a observar e experimentar estas coisas numa única cobaia, que, diga-se de passagem, não tem em relação ao objecto das experiências a mais pequena dose de imparcialidade científica) uma espécie de termóstato emocional, que já vem de fábrica, é equipamento de base. Esse termóstato avisa-nos sempre de como devemos reagir perante determinada situação, se de uma forma positiva se de uma forma negativa. E é isso que acontece comigo na maior parte das situações, reajo bem ou mal, conforme o termóstato, mas reajo, tenho um sentimento em relação às coisas, que muitas vezes não domino, mas que consigo interpretar.
Por isso, na maior parte das vezes, não me dou mal com as minhas emoções e os meus sentimentos. Mesmo quando eles me subjugam, mesmo quando me deixo arrastar na sua torrente, mesmo quando são sentimentos negativos, normalmente eles não me doem. Mas há um sentimento que eu detesto em absoluto e que é dos que mais me faz sofrer, pura e simplesmente não consigo lidar com ele.
Neste momento, estou a viver uma situação dessas. Há uma situação que estou a viver, e que envolve a minha relação com pessoas de quem gosto acima de tudo na vida, que me anda a dilacerar. Por um lado, acho que tenho razão em estar magoado com uma coisa que me fizeram (ou que não me fizeram, o que vai dar ao mesmo) e que isso me dá o direito de reagir, como tenho estado a fazer, com alguma distância e frieza; se eu não mereço uma determinada atenção, então não tenho de retribuir da forma amorosa e disponível que costumo ter. Mas, por outro lado, magoa-me imenso essa minha reacção mais fria e distante, porque não é de todo isso que eu quero dar a quem tanto amo.
Ao mesmo tempo sinto-me no direito de castigar e sinto até necessidade de castigar, como forma de dizer que estou magoado. Mas por outro lado, não suporto a dor que estou a infligir com o meu castigo, porque não gosto de ver sofrer, quanto mais fazer sofrer, aqueles que amo.