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oiro do dia
rosas
innersmile
O coração do mundo bate sempre. E quase sempre bate no lugar onde mais nos surpreende, talvez para nos ensinar a ser humildes perante a grandeza do homem e a pequenez do indivíduo.
No Expresso de hoje, um texto muito curto da prioresa do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, a dar conta dos últimos dias da Irmã Lúcia. A bordejar-nos os olhos de pureza e de simplicidade. A ensinar-nos a ver para lá da aparência, do preconceito, da sobranceria, até de uma certa repulsa. A ensinar-nos a ver que no coração do mundo bate sempre o coração humano.

O artigo termina com um post scriptum em que a prioresa agradece. A quem? À hierarquia eclesiástica? Às entidades oficiais? Não. À PSP, à GNR, aos escuteiros, ao INEM, ao povo, que souberam transformar a falta de preparação das exéquias fúnebres num momento de tranquilidade!
Mas antes deste agradecimento final, vem a verdadeira coroa deste artigo. Não tenho aqui o jornal, por isso não posso transcrever. Mas o sentido é este: quase um pedido de desculpas pela tristeza sentida (retive a frase: «é a natureza que geme») perante a alegria de Lúcia por se ir reencontrar com aqueles a quem pertencia desde sempre o seu amor.