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alma grande
rosas
innersmile
‘Alma Grande’, uma peça d’O Bando, com base em textos do Miguel Torga, ontem no TAGV. Gostei muito. Em primeiro lugar, do próprio ambiente da peça, duas actrizes/cantoras (uma delas a Filipa Pais) e três actores a contarem uma história dos Novos Contos da Montanha, com muitos poemas, alguns deles musicados, a marcar o ritmo da história e do espectáculo. No programa, refere-se que o espectáculo é inspirado no imaginário de Marc Chagall; não conheço, e por isso não posso comentar, mas é realmente um clima especial, subtil e sofisticado, puro mas com um toque de decadência, uma pureza tocada pela inevitabilidade da morte. Aliás, o espectáculo é sobre um ‘abafador’, alguém que alivia o sofrimento dos doentes abreviando-lhes o fim. Depois, gostei muito da música, dos arranjos, e do facto de estar a ser tocada ao vivo, ali no palco. Depois, gostei muito do movimento dos actores, sobretudo do voo dos anjos, verdadeiramente suspensos no ar a partir de uma cadeira (descobri já na sala que a peça tem a colaboração da coreógrafa Olga Roriz, e nota-se). Gostei, por fim, de descobrir as palavras de Torga, de quem sempre andei muito afastado. Mais não fosse, este espectáculo fez-me ter vontade de (re)descobrir a literatura de Miguel Torga.
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