February 1st, 2005

rosas

nan-nan-nan-nan-nan-nan–naaaaa

A coisa mais extraordinária no concerto do Bryan Adams, Domingo à noite, no Pavilhão Atlântico, foi constatar a quantidade imensa de pessoas que sabiam de cor as letras das canções. Eu até sou um tipo que decora com facilidade as letras das canções. Mas sempre pensei que as canções do BA fossem daquelas que passam todo o dia nas estações de rádio tipo rfm, que a gente ouve vezes sem conta, e sempre sem lhes prestar muita atenção, mas que por causa do efeito de repetição acabam por arranjar um nicho no nosso cérebro e instalarem-se lá, de tal forma que ao fim de algum tempo já damos por nós a cantarolar qualquer coisa do género: «nan-nan-nan-nan-nan-nan–naaaaa forever, this was the best time of my life». Mas não. Há muitas pessoas que sabem as letras das canções do princípio ao fim.
Há outra coisa que eu acho fantástica e que é o público português, muitas vezes sem se perceber muito bem porquê, decidir dar uma prenda aos artistas e fazer uma grande festa. Foi o caso.