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ainda à procura da terra do nunca
rosas
innersmile
Estava a enviar um mail a uma amiga a falar sobre o ‘Finding Neverland’, quando me lembrei do seguinte. Uma das coisas de que não gostei no filme ‘Sylvia’, uma biopic sobre a escritora Sylvia Plath, foi o facto de o filme ter passado completamente ao lado dos processos de criação literária da SP. O que é desastroso tendo em consideração que a SP, toda a sua vida, a sua relação com o Ted Hughes, todo o seu impulso auto-destruidor, se reflecte, no mínimo, na sua escrita. Claro que o filme aborda a questão da escrita, nem podia ser de outra maneira, mas fá-lo de um modo muito funcional, quase como se para a lógica do filme fosse um bocado indiferente a SP ser escritora, advogada ou cozinheira. Nunca vemos o impulso da escrita, a tensão criadora, o processo, nunca percebemos essa relação profundíssima entre a vida e a escrita.
Ora, precisamente este aspecto é que mais me fascinou em ‘Finding Neverland’, a maneira eficaz como o filme recria o processo de criação e construção da obra literária (no caso, a peça de teatro) Peter Pan. Não é tanto ver o J M Barrie de perna cruzada no parque a escrever enquanto observa as brincadeiras dos filhos da viúva Davies, mas é perceber, quase como se fosse possível transformar isso em imagens, os processos de criação artística, o modo como a matéria vida se vai transformando aos poucos em matéria literária, como aquelas vidas, aquelas pessoas, aqueles acontecimentos, se vão transformando aos poucos na Neverland da imaginação do escritor. É essa a magia deste filme de Marc Forster. Mostrar esse momento, esse milagre, essa coisa que não é do domínio do visível.
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diário de campanha
rosas
innersmile
À falta de obras para inaugurar neste período de pré-campanha, o governo inaugura uma nova modalidade: a inauguração, com pompa, circunstância e a presença do primeiro-ministro, de promessas! Num dia é um hospital para Coimbra, no outro são duas pontes para Lisboa (duas-pontes-duas! não bastava prometer uma), no outro é o TGV para a Praia de Mira, perdão: Lisboa-Porto.