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abiciendi
rosas
innersmile
Omnia tempus habent,
et momentum suum cuique negotio sub caelo:
tempus nascendi et tempus moriendi,
tempus plantandi et tempus evellendi quod plantatum est,
tempus occidendi et tempus sanandi,
tempus destruendi et tempus aedificandi,
tempus flendi et tempus ridendi,
tempus plangendi et tempus saltandi,
tempus spargendi lapides et tempus eos colligendi,
tempus amplexandi et tempus longe fieri ab amplexibus,
tempus quaerendi et tempus perdendi,
tempus custodiendi et tempus abiciendi,
tempus scindendi et tempus consuendi,
tempus tacendi et tempus loquendi,
tempus dilectionis et tempus odii,
tempus belli et tempus pacis.


Dito assim em latim é muito mais bonito, até porque a maior parte dos textos bíblicos que se encontram na net em português, são num mau português abrasileirado das seitas religiosas. Recolhendo daqui e de acolá, podemos tentar que fique assim:

Tudo tem o seu tempo
e há um tempo para cada coisa debaixo do céu
um tempo para nascer e um tempo para morrer
um tempo para plantar e um tempo para colher o que se plantou
um tempo para matar e um tempo para curar
um tempo para destruir e um tempo para edificar
um tempo para chorar e um tempo para rir
um tempo para prantear de luto e um tempo para dançar
um tempo para espalhar as pedras e um tempo para as ajuntar
um tempo para abraçar e um tempo para ficar longe dos abraços
um tempo para buscar e um tempo para perder
um tempo para guardar e um tempo para deitar fora
um tempo para rasgar e um tempo para coser
um tempo para estar em silêncio e um tempo para falar
um tempo para amar e um tempo para odiar
um tempo para a guerra e um tempo para a paz.

É um dos mais conhecidos trechos bíblicos, do Livro do Eclesiastes, e um dos meus preferidos. É, de certa forma, uma lição de esperança e de paciência. Claro que paciência em demasia é resignação e conformismo, e a esperança pode transformar-se em ambição. Como em todas as coisas, é preciso procurar o ponto de equilíbrio. E como em quase todas as coisas, a questão não está em encontrar esse ponto, mas na sua busca incessante.
Mas é também uma lição de despojamento, e de que devemos sempre ter a clarividência de abandonar as coisas quando chega o tempo de elas terminarem. Tenho pensado muito nisso, nestes últimos dias. Há coisas que eu gostaria de ter coragem de abandonar, de as lançar borda fora e seguir em frente. «Tempus abiciendi», portanto.