January 5th, 2005

rosas

filmes do ano passado

Em tempo de balanço cinematográfico, parece-me que 2004 foi um ano fraquinho. Não vi muito cinema, e a maior parte do que vi é daquele que passa sem deixar grande rastro. Mesmo assim, é possível seleccionar OS 10 MELHORES, mas com uma ‘nuance’ (que é uma expressão tão rara e que dá um gosto bom à boca: nuance): são 8+2.
Então os 8 melhores são:

- Lost In Translation, de Sofia Coppola
- American Splendor, de Shari Sringer e Robert Pulcini
- The Terminal, de Steven Spielberg
- The Village, de M Night Shyamalan
- Before Sunset, de Richard Linklater
- Diarios de Motocicleta, de Walter Salles
- Big Fish, de Tim Burton
- Kill Bill Vol 2, de Quentin Tarantino

Mais 2 filmes que marcaram muito a paisagem cinematográfica deste ano, mas que pertencem a UM MUNDO À PARTE, e não faria muito sentido incluí-los no rol do melhores: primeiro porque comparado com eles, os restantes filmes empalidecem de vulgaridade; depois, porque eles próprios surgiriam desenquadrados num circuito que é, apesar de tudo, um tráfego comercial.
Então, os + 2 filmes dos 10 melhores são:

- India Song, de Marguerite Duras
- Otets i Syn (Pai e Filho), de Alexander Sokuroz

Foi um ano em que os filmes de alguns dos meus realizadores preferidos, aqueles que aparecem sempre na lista de cima, não me deixaram tão entusiasmado como com alguns filmes anteriores. Parte deles aparece a seguir, são THE BEST FROM THE REST:

- The Dreamers, de Bernardo Bertolucci (que esteve quase a transitar para a lista de cima)
- Land of Plenty, de Wim Wenders (que também podia ir para a lista de cima)
- Zatoichi, de Takeshi Kitano
- Les Égares, de Andre Téchiné
- Anything Else, de Woody Alen
- La Mala Educación, de Almodóvar
- Coffee & Cigarettes, de Jim Jarmusch
- O Regresso, de Andrei Zvyagintsev
- De-Lovely, de Irwin Winkler
- In America, de Jim Sheridan (que esteve quase a ficar fora da lista)

O cinema é a luz, o cinema é o argumento, o cinema é o plano e a sequência. Mas, muitas vezes, ou na maior parte das vezes, o cinema são os actores, são os corpos que dão matéria aos sonhos. No ano passado, foram estes os actores que alimentaram a minha fantasia:

- Aleksey Neymyshev, em Pai e Filho
- Bill Murray, em Lost in Translation e em Coffee & Cigarettes
- Scarlett Johansson, em Lost in Translation e em Girl With a Pearl Earing
- Tom Hanks, em The Terminal e em The Ladykillers
- Paul Giamatti, em American Splendor
- Bryce Dallas Howar, em The Village
- Julie Delpy, em Before Sunset
- Gael Garcia Bernal, em La Mala Educación e em Diarios de Motocicleta
- Brad Renfro, em Bully
- Jude Law, em Cold Mountain
- Diane Keaton, em Something’s Gotta Give
- Uma Thurman, em Kill Bill Vol 2
- Michael Pitt, em The Dreamers, em The Village e em Bully
- Meryl Streep, em The Manchurian Candidate
- Kevin Kline, em De-Lovely
- Michelle Williams, em Land of Plenty
- Beatriz Batarda, em A Costa dos Murmúrios