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(no subject)
rosas
innersmile
Há muitos anos mesmo que eu não me lembrava de ter uma gripe tão forte e medonha como esta. Uma verdadeira devastação. Dois dias inteiros com febre acima dos 39 graus, caraças, ia morrendo. Claro que aos primeiros sinais da gravidade eminente, alcei para casa dos meus pais, sempre é bom ter quem nos faça uma chávena de chá, e morrer sozinho de convulsões febris é preocupante. O resultado brilhante é que menos de vinte e quatro horas depois e minha mãe já estava contaminada, ainda com mais violência (virulência é a expressão!) do que eu, de modo que o fim de semana foi amenamente passado num cenário tipo “Cocoon meets MASH”.
Hoje, a coisa que mais me estava a apetecer era levantar-me às oito para vir trabalhar, sobretudo porque metade do meu corpo, e a quase totalidade das suas reservas, volatilizaram-se desde quinta-feira (é verdade, nem tudo é mau, já peso novamente abaixo dos cem quilos), e o pouco que me resta de massa corporal só estava bem era profundamente sedado.
Na quarta-feira, antes de sair, estive a fazer um texto sobre o facto de andar a ponderar a possibilidade de aderir a um partido político. Como não tenho a certeza de a febre não ter sido uma reacção violentíssima a essa possibilidade, a primeira coisa que fiz hoje quando abri o computador, foi apagá-lo. Como diziam os outros, ‘eu cá não sou supersticioso, mas o pai dela dá-me azar’.
E pronto, não sei será mesmo um verdadeiro ‘back in business’, mas cá estamos.