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and miles to go before i sleep
rosas
innersmile
Há muitos lugares no mundo, naquela ínfima parcela do mundo por onde eu já passei, que eu adoro em absoluto. Há muitos, oh imensos, lugares no mundo por onde eu adoraria passar. Alguns ainda tenho a esperança de conhecer. Outros sei que nunca visitarei, por esta ou por aquela razão, ou até por razão nenhuma.
Mas de todos os lugares do mundo, só tenho dois que são absolutamente míticos. Num deles já estive, e até já estive mais do que uma vez. E o facto de já lá ter estado não diminuiu, ou alterou, em nada esse carácter mítico de ser um dos lugares onde eu sei lá o quê.
O outro é um desses lugares que não tenho a certeza de alguma vez vir a conhecer. É a Patagónia. Ao contrário do anterior, que é um lugar que me acompanha desde a infância, a Patagónia foi um fascínio da idade adulta. Alimentado por Bruce Chatwin e por Luís Sepulveda. Devo-lhes isso, a ambos. Um fascínio feito de paisagens que eu imagino. Feito de um mar impossível e de enormes animais marinhos. De nomes de cidades e lugares que provam é o homem que constrói o mapa do planeta. Nomes como Bariloche ou Comodoro Rivadavia, na Argentina, ou como as Ilhas de Chiloé ou o Arquipélago de Chonos, no Chile. Nomes como Rio Galegos ou Puerto Natales. Ou, já quase nesse extremo em que dois oceanos se encontram, Punta Arenas. Ou Ushuaia, o lugar para lá do qual já só há a solidão absoluta.

mas não fiques com ele
rosas
innersmile
A decisão ontem anunciada dos dois partidos da coligação governamental de concorrerem separados às eleições para se coligarem mais adiante, faz lembrar aqueles casais que continuam a viver juntos, mas pedem a separação judicial de pessoas e bens para evitar que a casa seja arrolada no processo de falência. Em suma, outra vigarice para enganar o pagode!