October 27th, 2004

rosas

just kding

razões para amar a k.d. lang:

ingénue é um dos discos mais bonitos e sensuais e puros e felizes e melancólicos e cool e sofisticados que já se fizeram

foi a primeira (ou das primeiras) lésbica a assumir-se publicamente, e fê-lo de uma forma serena e firme; apesar de parecer que já foi no século passado, foi apenas há doze anos

o dueto que gravou de Crying, com o Roy Orbison, por ser com o Roy Orbison e por ser tão lindo que se suspende a respiração

a capa da Vanity Fair que fez com a Cindy Crawford, e fotografia do Herb Ritts, e em que aparece vestida de homem sentada numa cadeira de barbeiro, a Cindy em fato de banho a fazer-lhe a barba

a versão do Fado Hilário no disco Red, Hot & Lisbon (& Coimbra, neste caso), que prova que as palavras têm um sentido profundo que se pode conhecer e dar a conhecer, mesmo quando não se conhecem as palavras

Miss Chatelaine (every time your eyes meet mine clouds of qualm burst into sunshine I can´t explain why I’ve become Miss Chatelaine)

um disco a meias com o Tony Bennet

o disco integralmente constituído por canções que falam de cigarros e do fumo dos cigarros, numa época de em que fumar é um crime politicamente incorrecto, e que tem o ambíguo título ‘drag’

o disco recentemente editado hymns of the 49th parallel, dedicado aos mestres songwriters do seu Canadá natal, e que traz dois temas da Joni Mitchell, dois do Neil Young e dois do Leonard Cohen, entre outros, com um acompanhamento musical muito simples e exigente (todos habitués: Teddy Borowiecki, nas teclas e acordeão, Ben Mink, guitarras e violino, e David Piltch nos baixos, mais um set de cordas arranjadas e conduzidas por Eumir Deodato); as versões de Hallelujah e de Helpless são clássicos imperdíveis

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