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(no subject)
rosas
innersmile
Suponho que não é doença grave
Nem é mal que me cause grande dano
Por vezes não há poema que lave
A nódoa de me sentir lixo humano

O poema que me prende e eleva
Que me solta num voo, mudo grito
Por vezes é tão fraco, e não releva
A náusea de me sentir um detrito

Palavras que não lavam sujidade
Entranhada na pele envelhecida
Lixo posto na rua ao fim da tarde
Breve dia a que chamamos vida

Mas se houver talvez verso que arda
Lave as ruas o fulgor da madrugada
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