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lift my days, light up my nights
rosas
innersmile
Literatura é quando estamos a ler um livro e subitamente é a nossa vida que está a ser contada nas palavras do escritor. Por exemplo, neste trecho da sexta vez de ‘Uma História de Desamor Treze Vezes’, de António Gregório:

«Não, não penses que sou ingrato, porque não sou. Apreciei a subida, as coisas que fizemos no elevador. Os segredos. O elogio do destino, a fé na imutabilidade do coração. E não sinto que me tenhas enganado quando prometeste amar-me eternamente: só quando a eternidade do teu amor expirou é que deixaste de me amar. Cumpriste. Mas tenho pena, acho uma grande maçada, lamento imenso, que as eternidades não venham aos pares. Ou melhor, que a eternidade dos dois corações não se funda numa só, comum, que era para evitar a situação desagradável – sem grande piada, desnecessária – de expirar uma e a outra continuar a bater tambores como naqueles anúncios das pilhas: o amor é eterno enquanto dura e o meu dura, dura, dura muito para lá da eternidade do teu.»




No dia em que fez cinco anos que nos conhecemos, quase à mesma hora, cruzámo-nos no bulício anónimo da esquina de um centro comercial qualquer. Descontraidamente, cumprimentámo-nos, fizemos as perguntas de circunstância ('então, tudo bem?', 'tudo bem, e tu?') e seguimos as linhas difusas dos nossos remanescentes destinos.
Como na canção dos U2, "she moves in mysterious ways".
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(no subject)
rosas
innersmile
Pede-se à senhora de Fátima ou directamente para Belém, pela canalização dos três pastelinhos?
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