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‘Les porteuses de mauvaises nouvelles’, criado em 1989 por Wim Vandekeybus, foi objecto de uma remontagem co-produzida pela Ultima Vez, a companhia do encenador, e pela Companhia Instável, do Porto.
No início da peça, todo o palco está coberto por um chão de madeira, formado por pequenas plataformas rectangulares, que os bailarinos, ao longo do espectáculo, vão desmontando e transformando em torres de madeira, alinhadas em diferentes alturas, ao fundo do palco, por baixo de um enorme painel suspenso. Para além destas plataformas, há ainda peças de roupa penduradas do tecto em cabides/trapézios, e uma placa aquecida num dos lados, onde, a certa altura, um dos bailarinos descongela uma camisa transformada em bloco de gelo para poder ser vestida.
Diz o programa que a peça procura capturar as emoções envolvidas no acto de se darem más notícias. O que resulta deste espectáculo, e o transforma numa coisa especial, é a extrema fisicalidade da encenação, o movimento ininterrupto, o vigor e a energia que estão contidos em cada passo, sempre à beira de se transformarem numa explosão violenta (mas, curiosamente, sem agressividade). O trabalho dos bailarinos (8) é notável, porque a encenação exige deles uma entrega sem limites, e porque apenas nesse registo muito energético a peça pode resultar. Vandekeybus é possuidor de uma linguagem muito coerente, cerrada, suada, mas ao mesmo tempo etérea e leve, e sempre muito transparente, rigorosa e cristalina. Foi um dos espectáculos de dança moderna que mais me impressionou.
As boas notícias, é que repete hoje no TAGV e que vai fazer uma curta digressão: 29 de Setembro em Montemor-o-Novo, 1 e 2 de Outubro em Faro, 7 em Famalicão e 9 em Bragança. Absolutamente imperdível!
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