?

Log in

No account? Create an account

de gema
rosas
innersmile
Ao andar por aí a blogolear, dei conta que, pelos vistos, houve uma polémica sobre a 'portuguesidade' do Francis Obikwelu! Não percebo. Neste mundo global de migrações e mestiçagem, parece-me óbvio que Obikwelu é português. Português da Nigéria, assim como há portugueses de Bissau, de Almodovar ou de Dili. Com muito orgulho para os portugueses, para os nigerianos, e até, se for caso disso, para os espanhóis, porque ele treina em Espanha.
E quanto mais nigeriano ele for, mais português é, porque só se pode sentir de um lugar quem se consegue sentir de todos os 'seus' lugares. Somos tanto da terra onde nascemos, como daquelas por onde passámos, ainda que brevemente. Como somos da terra onde temos amigos ou família. Somos, enfim, dos lugares onde sentimos que mora a nossa felicidade, a nossa alegria. É nesses lugares espalhados pelo mundo que vamos deitando as nossas raízes, e por isso eles são nossos. Os párias é que, coitados, não se sentem de lugar nenhum.
Boa Francis!, claro que és português. Tu, o Silva, o Paulinho, a Mutola, por quem fiquei tão triste, a brilhante selecção de basquete de Angola, que não ganhou nenhum jogo mas e então?, e já agora o Deco, que agora é um português da diáspora porque anda emigrado, e o Derley se quiser também pode ser português para marcar uns golaços no mundial, pronto, esse pessoal todo. Sim, são todos portugueses.
Há quem diga que há tipos que só são portugueses por interesse. Ora, e então? Que mal tem ter interesse em ser português? Até porque tem sido tão pouco interessante ser português, que é admirável que haja tipos que têm interesse em serem portugueses.
E nem se diga que os que nasceram cá ou vivem cá há mais tempo, são mais portugueses do que os outros, porque felizmente não há portugueses de primeira nem de segunda. Somos todos igualmente portugueses, todos igualmente de primeira.
Os portugueses que nasceram e/ou vivem cá no torrão pátrio, só têm de ficar contentes quando esse pessoal todo gosta de se sentir português e gosta de ouvir a bandeira a ser içada nos altifalantes lá dos estádios da Grécia. Ah, sim, os gregos também são portugueses.

encontro de amor num país em guerra
rosas
innersmile
Absolutamente a não perder a história de Carmen Yañez, dita a 'Pelusa', e o seu companheiro Luis. Vem (muito bem) contada na edição de hoje do Público.


«Luis teve que pagar duas garrafas de vinho para ser apresentado a Carmen. Uma piada entre rapazes. Está-se em 1967, ela tinha 15 anos e ele 18. Ele é estudante de teatro. Como ela, ele escreve poemas. E, como tantos outros estudantes, neste Sul da América onde o envolvimento político é um dado adquirido, ele milita no partido socialista.»Collapse )