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crime, dizem eles
rosas
innersmile
Cheguei à notícia através desta entrada do je_bois. Como tive muita dificuldade em abrir a página (que está neste link) do Jornal de Notícias, decidi transcrever para aqui a notícia integral.
É um bocado estranho saber que há sítios do mundo em que eu posso ser considerado criminoso, e até posso ser condenado à morte, e executado!
Descobre-se afinal outra razão para participar nas marchas do Pride: o orgulho de estar vivo.

«Homossexuais punidos em 70 países do Mundo

A homossexualidade e a transexualidade continuam a ser punidas penalmente em cerca de 70 países, denunciou, ontem, a organização de defesa dos direitos do Homem Amnistia Internacional.

"Cerca de 70 países perseguem a homossexualidade graças à própria lei", afirmou o coordenador para as questões das minorias sexuais na Amnistia Espanha, Leonardo Fernandez, durante uma conferência de Imprensa destinada a assinalar o dia mundial do Orgulho Homossexual.

"A maior parte dos países muçulmanos têm em vigor interdições, que abundam também na África subsariana", acrescentou Leonardo Fernandez. A ausência de referências à homossexualidade no Código Penal não significa que esta não seja reprimida através de "artimanhas legais", como acontece no Egipto.

Nos 70 países que penalizam a homossexualidade, nove prevêem a pena de morte, segundo a Amnistia, que destaca o exemplo da Arábia Saudita onde, "durante o ano de 2002, pelo menos 44 pessoas foram condenadas e quatro delas executadas".

"Existem países onde a homossexualidade é penalizada e perseguida, outros onde é penalizada mas não é de facto perseguida e outros ainda onde não é penalizada mas é realmente perseguida", explicou Leonardo Fernandez.

A maior parte dos países que perseguem os homossexuais situam-se "na África e na Ásia", diz a Amnistia, que destaca que na América hispânica apenas a Nicarágua ainda pune a homossexualidade, ao passo que as perseguições acontecem em vários outros países das Caraíbas.

A Amnistia pede "medidas internacionais" para proteger os homossexuais e os transexuais sob a forma de tratados que "permitam fazer pressão sobre os países" onde existem perseguições e discriminações, afirmou Sebastian Meyer, que preside à Amnistia em Espanha.

A organização, que destacou como um avanço a lei posta em prática pelo Governo francês para combater a homofobia, destacou ainda a questão da protecção das lésbicas, "ainda mais vulneráveis à violência" pela dupla condição feminina e de orientação sexual.»