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innersmile
Agora, por ocasião da morte do António Champalimaud, a minha mãe contou-me que, tinha eu 5 anos, fiz com ela um voo de avião em que íamos sentados umas poucas filas atrás dele. Eu andava a passarinhar no corredor e fui-me encavalitar na pasta do senhor, que estava arrumada junto à cadeira. Pelo que a minha mãe conta, ele pôs-se a conversar comigo, fez-me uma festa na cara, e entretanto a minha mãe lá me trouxe de volta para o meu lugar.
Desta edificante história, duas conclusões, às quais, de resto, não falta um toque moral:
- a primeira, é que aos cinco anos foi a única vez na vida em que eu, literalmente, cavalguei a Alta Finança mundial, ainda que por pouco tempo e com sucesso moderado;
- a outra, é que o toque de midas do Champalimaud funcionava sempre a favor dele. E ‘par cause’, não é verdade?


De resto, tenho de admitir, apesar de achar que isso não tem nada a ver com esse encontro precoce, que sempre tive um certo fascínio pela figura de AC, e recomendo a leitura da sua biografia, escrita por José Freire Antunes. Nela resulta claro como o regime português anterior ao 25 de Abril era tacanhamente estreito para a largueza de visão do homem. E como, tragicamente para todos nós, desde então o horizonte nacional não se alargou muito mais.

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A refeição mais importante dos habitantes de Pequenópolis é o pequeno-almoço. Que eles começam sempre, por comer um floco de cereal.