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(no subject)
rosas
innersmile
(Anotado num caderno, a bordo do voo Rio-Madrid, na noite de 19 para 20 de Abril; como sempre, mínimo de editing, só o necessário para manter o sentido e a coerência do texto)

Gostei muito de conhecer o S-C. Apesar de, muito provavelmente, quer ele quer eu acharmos que podia ter sido melhor. Digo eu, claro. De alguma forma tínhamos expectativas demasiado elevadas neste encontro, e, sempre que isso acontece, a realidade nunca está à altura dos sonhos. Mas o que mais me impressionou, em jeito de balanço, é que a pessoa ‘física’ do S-C não foi mais do que um desenvolvimento, um prolongamento, da pessoa virtual que eu já conhecia. O que, de certo modo, equivale a dizer que no nosso convívio virtual somos, no essencial, aquilo que somos. Curioso o facto de tanto ele como a Val imaginarem-me um tipo baixinho. Julgo que isso se deve a uma certa ideia que o innersmile transmite a meu respeito: a solidão, a reserva, a timidez, a vida social e profissional cinzenta, que se transfigura assim que a porta de casa se fecha atrás da personagem. E tal retrato irá melhor, digo eu, com um tipo baixinho e gordinho [ed: tipo o Sr. Cruchinho num conto que escrevi em tempos], porque, de certa forma, associamos os tipos grandes a personalidades mais assertivas e extrovertidas. Ao invés, talvez porque eu não consiga construir em abstracto imagens físicas das personagens, e, por extensão, das pessoas que não conheço fisicamente, assim que vi o S-C, e depois de o achar agradavelmente grande, assumi logo que aquele tipo físico só podia ser o S-C.
Não faz obviamente sentido fazer balanços de um encontro entre duas pessoas que já se conheciam sem se conhecerem. Na vida, os balanços são sempre intuitivos e implícitos [ed: e provisórios!] A única coisa que me sinto capaz de dizer é que, agora que conheço o S-C, que lhe conheço o toque, a respiração, os gestos, a maneira de falar, as gargalhadas, sinto-me mais ligado a ele. E, sem fazer profissões de fé que obviamente não têm cabimento, gostava que esta nossa amizade fosse para a vida.