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impalas e bois-cavalos
rosas
innersmile
Ontem, para me despedir em beleza do serviço, uma daquelas sessões de feira das vaidades do poder político. Incrível a quantidade de jovens imberbes enfatuados e meninas loiras reboludas que chegam ao primeiro degrau do carreirismo político. E o orgulho bacoco com que o pisam. Á minha frente, gente que eu conhecia por terem passado pela instituição onde trabalho, num gozo sabujo e alarve por terem chegado ao poleiro noutra instituição. Os novéis brilhavam de arrogância e gordura, resplandecentes como a lata dourada. Havia quem se fizesse acompanhar por fotógrafos privativos para imortalizar convenientemente o carapau que os alcandora ao círculo provinciano da fina flor do entulho. Havia crianças adornadas de ramos de flores para celebrar o acontecimento dos progenitores, o que demonstra bem que, para esta gente, não se trata de servir, mas simples vitóriazinha das influências, recompensa para quem colou mais cartazes. Como disse alguém ao meu ouvido, o triunfo dos porcos.

Mas a verdade é que estou de férias. Só torno a subir ao cadafalso lá mais para a frente no mês, já a caminho do fim. E, para o caso de se estarem a questionar (eu sei que não estão), sim, já fiz a mala!
Que prazer ir hoje depois do almoço tomar o café à esplanada e deixar-me estar, a apanhar solinho e a apreciar a fauna.