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i'm the operator
rosas
innersmile
Fabuloso o concerto dos Kraftwerk ontem no Coliseu. Perante uma plateia variada e trnasgeracional, os KW deram um dos melhores concertos a que eu assisti, duas horas de diversão, boa música, humor, criatividade e muito rigor.
O concerto está a meio caminho da performance, tentando recriar em palco uma atmosfera mecânica, inumana, robótica, que vá bem com a música: os músicos alinhados em frente às suas unidades computacionais, os padrões repetitivos, o ecrã gigante a servir de cenário, mas sempre a interagir com os temas em execução. Mas, claro, quem conhece os KW sabe que por detrás desta visão demasiado cinzenta e formal do futuro, está um incrível sentido de humor, e a utilização das imagens referentes ao grupo nunca são um exercício de narcisismo, mas antes quase um processo de desconstrução, como se os KW usassem a sua imagem, o objecto da sua imagem, para explorar todas as suas capacidades cénicas. Claro que tudo isto servido por uma música muito dançável, e será esse, eventualmente, o grande trunfo dos KW, serem capazes de fazer uma música muito divertida, muito envolvente. Além disso, é uma música muito inspiradora, cria as bandas sonoras ideais para histórias absolutamente fantásticas, é uma música que estimula a imaginação.
Naturalmente, o disco mais visitado foi o Tour de France, mas o concerto revisita os principais sucessos de uma longuíssima carreira de mais de 30 anos! Aliás, uma coisa interessante foi constatar que o odor a charro aumentava particularmente de intensidade cada vez que os KW atacavam as cançõezinhas mais antigas!
Tirei aí dum sítio qualquer o alinhamento do concerto, que foi este:

Man machine
Expo 2000
Tour de France 2003
Vitamin
Tour de France
Autobahn
The model
Neon lights
Sellafield/Radioactivity
Trans Europe Express

Numbers/Computer world
It's More Fun to Compute/Home computer
Pocket calculator

The Robots

Elektro Kardiogramm
Aero Dynamik
Musique Non Stop

Os espacinhos em branco referem-se aos momentos em que os KW saíam de palco para se operar uma mudança cénica. Da primeira para a segunda, as gravatas ganharam luzinhas vermelhas que piscavam, acrescentando isso ao ambiente muito man machine da primeira parte. No The Robots, os músicos desapareceram e no seu lugar apareceram os robots dançarinos (quer dizer, com os braços dançarinos) do Mix. Finalmente, na última parte, os KW apareceram com uns fatos totalmente automan, do género do filme Tron, e o tom geral foi muito computer world.
Quando foi a parte dos robots, assaltou-me a ideia de que aquela seria, muito provavelmente, a primeiro ‘roboys band’ do mundo.
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