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(no subject)
rosas
innersmile
De acordo com o site oficial, a rtp2 terá transmitido ontem o último episódio da terceira série de 6 Feet Under. Foi dirigido por Alan Ball, o criador de 6FU e argumentista de Beleza Americana, e, como sempre que foi ele o realizador, foi um episódio bastante sombrio e estranho, com a morte a permear ainda mais as vidas dos personagens da série. De todos, apenas Ruth parece estar a viver um momento positivo e orientado (o episódio intitulava-se I’m Sorry I’m Lost), com o casamento com George; mas nunca conseguimos deixar de ter a sensação de que sobre aquela relação paira uma sombra trágica. Nate, confirmada a morte de Lisa, vai bater à porta da Brenda que o deixa entrar (são as imagens finais do episódio). Clare continua à deriva, depois do aborto e do seu rompimento com o namorado e com o professor de arte. David e Keith encontram-se pela primeira vez desde a separação e o episódio termina sem sabermos como vai evoluir a relação. Ou seja, tudo em aberto à espera da quarta série.

Logo a seguir, mais uma edição de Por Outro Lado, desta vez Ana Sousa Dias entrevistou o escritor Mário de Carvalho. Imperdivel, naturalmente. É sempre fascinante ouvir os escritores, e sobretudo escritores que amamos e admiramos, falar do seu ofício, do processo de criação das obras, primeiro do processo de criação mental, depois a própria construção da obra. E com Mário de Carvalho isso é ainda mais interessante, porque Carvalho é uma pessoa destituída de vaidade, daquela arroganciazinha um pouco pavoneada dos escritores, que os leva a estarem quase sempre a falar como se defronte a um espelho. Por isso, diz as coisas com uma grande simplicidade, sem artifícios e efeitos decorativos, e isso permite-nos ainda mais acompanhar (eu ia escrever 'perceber', mas parece-me que não é adequado: podemos acompanhar, observar, assistir, mas duvido que alguma vez percebamos como funciona um escritor) os processos criativos. Não posso dizer que a entrevista tenha trazido grandes surpresas, mas segui-a sempre com muito prazer. Gostei muito de o ouvir falar de Um Deus Passeando na Brisa da Tarde, mas isso provavelmente é porque é mesmo o meu romance preferido do MdeC.

Entretanto, seguindo um link da crisitta, estive a ler a Primeira Prova, uma revista electrónica da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Onde encontrei, para além de uma crítica ao último livro do Mário de Carvalho, Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina, um ensaio sobre a poesia de Rui Knopfli, da autoria de Sónia Quental. Exactamente: o dia está ganho.