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e do bem, se algum houve, as saudades
rosas
innersmile
Se calhar esta entrada é um bocado idiota, mas estava aqui a pensar em como por vezes recebemos uma boa notícia e ficamos tristes. Hoje aconteceu-me isso. Logo de manhã, recebi pelo telefone uma boa notícia. Quer dizer, nem era bem uma boa notícia, era apenas uma espécie de pré-aviso de uma boa notícia, mas é um daqueles casos em que a mera hipótese de concretização, a viabilidade digamos assim, já é por si só uma coisa boa.
Naquele momento fiquei eufórico. Dei saltos, levantei-me e tive de ir a correr partilhar a notícia com alguém de confiança. Mas depois bateu-me uma certa tristeza. É curioso, porque quando nos acontece uma coisa boa, ela verdadeiramente dura uma fracção de segundos, é breve e fugaz como aquele momento em que a gota se forma na folha da árvore e, cedendo ao seu próprio peso, se solta em queda uniformemente acelerada.
Depois de passar esse instante, das duas uma: podemos fazê-lo render, rodá-lo na mão como um berlinde, retirar dessa coisa boa todas as sensações de prazer, toda a satisfação, todas as recompensas a que ela dá direito. Mas normalmente não é isso que acontece; quando ainda temos na boca o sabor dessa breve felicidade, começamos a sentir uma melancolia, uma tristeza. A felicidade não é bem a felicidade, é antes a recordação que temos de quando fomos felizes.
Ter uma coisa boa é perdê-la.