February 29th, 2004

rosas

somewhere over the rainbow

Ontem, a caminho de Lisboa, na auto-estrada, sempre com chuva forte e sol brilhante. Por vezes, ao mesmo tempo. Às tantas, o carro fica cheio de uma luminosidade muito intensa, como se estivesse sob um foco poderoso. Espreito pelo retrovisor interior e todo o óculo traseiro é um arco-íris. À medida que me afasto espreito pelo retrovisor lateral e lá está ele, ali no meio da auto-estrada. Foi a primeira vez que me aconteceu, acho eu, estar assim, ainda que por breves instantes (mas a fugacidade só adensa o encanto) no lugar mítico onde nasce o arco-íris.

Aliás, 'intenso' é adjectivo que se aplica ao fim de semana que termina. A começar por um intenso ataque de sinusite. Depois no Sábado de manhã uma corrida ao Porto para ir ao funeral de uma pessoa ligada à família, uma daquelas ocasiões em que não devemos mesmo deixar de estar.

Depois, a parte boa: um jantar (magnífico) em casa de amigos queridíssimos. E se é verdade que o jantar foi magnífico por causa da companhia e do convívio, também foi, há que dizê-lo com frontalidade, porque a carne assada com molho 'verde' estava soberba, porque a cerveja era realmente muito boa, porque o Mr. Bean é hilariante, e porque a Joana e a Rita me fazem sentir 'alive'!

Voltanto ao princípio, as condições atmosféricas estavam tão especiais ontem à tarde, que em quase todo o precurso, mas sobretudo naquele troço entre os nós de Leiria e de Santarém, a quantidade de arco-íris era impressionante. Desde míudo que me fascino com arco-íris. Mas ontem o que me veio mesmo à ideia era que aquilo parecia um convénio gay, nunca a auto-estrada esteve tão alegre e solta!