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mísia
rosas
innersmile
Concerto de Mísia, esta noite, no Gil Vicente. Conheço muito pouco da obra da cantora, e por isso o concerto foi uma revelação. Mísia cria em palco, foge do fado com bom gosto e arrojo, canta textos lindíssimos (um poema de Pedro Tamen para Verdes Anos, de Carlos Paredes, ou vários outros de Vasco Graça Moura), é simples e altiva sem cultivar a pose. E canta muito bem, e é muito bem acompanhada (nome do guitarrista: José Manuel Neto). Fiquei, como se nota, rendido. Este espectáculo está inserido na tour de 'Canto', o disco que Mísia fez com música de Carlos Paredes, e onde a ousadia de pôr palavras em composições tão clássicas, foi recompensada.

Edit:
Encontrei no blog A aba de Heisenberg o poema de Pedro Tamen para Verdes Anos, de Carlos Paredes, que a Mísia interpretou no concerto. Um poema muito lindo, que, com a devida vénia, aqui reproduzo:

Era o amor
que chegava e partia
estamos os dois
era o calor
que arrefecia
sem antes nem depois
era o segredo
sem ninguém para ouvir
era o engano
e era o medo
a morte a rir
dos nossos verdes anos
no nosso sangue corria
o(um?) vento de sermos sós
Mas se à noite era dia
e o dia acabava em nós
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