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el fin del mundo o el año nuevo
rosas
innersmile
O poema de ano novo, este ano, chegou um pouco atrasado. Sem mais delongas, começa assim:

“Llegarás mañana
Para el fin del mundo
O el año nuevo
Mañana te mato
Mañana te libro
Estou adelante ya no
Ya no tiengo miedo
Mañana te digo que el amor
Que el amor se ha ido

Y después...
Y después siete años
De exilio
Por haberte tanto
Tanto mentido (...)”


É uma das faixas, a antepenúltima, do disco THE LIVING ROAD, de Lhasa. Um disco belíssimo, que evoca paisagens distantes e histórias de mistério e perda. Cada canção é uma história que se conta numa roda de amigos, ou de estranhos com quem partilhamos uma bebida ou uma fogueira, um poema sonoro, uma paisagem, um ambiente. Canções cantadas em castelhano, em francês e em inglês. Não sei quem é Lhasa (Lhasa de Sela, de seu nome), e só sei que este é o seu segundo disco (o anterior chamava-se La Llorona).
Um disco que abre desta forma arrebatadora:

“Com toda palabra
Com toda sonrisa
Com toda mirada
Com toda carícia

Me acerco al agua
Bebiendo tu beso
La luz de tu cara
La luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte
Es canto de mudo
Mirada de ciego
Secreto desnudo

Me entrego a tus brazos
Con miedo y con calma
Y um ruego en la boca
Y un ruego en el alma

Com toda palabra
Com toda sonrisa
Com toda mirada
Com toda carícia

Me acerco al fuego
Que todo lo quema
La luz de tu cara
La luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte
Es canto de mudo
Mirada de ciego
Secreto desnudo

Me entrego a tus brazos
Con miedo y con calma
Y um ruego en la boca
Y un ruego en el alma”


Lhasa canta da única forma que é possível cantar estas palavras. Com uma voz forte como uma tempestade tropical, límpida como um cristal, quente e suave como uma recordação.
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spirit
rosas
innersmile
Boa parte das noites de Verão foram passadas na varanda, a ver o planeta Marte. Uma lanterna intensa e vermelha, a acompanhar-nos, quase ao alcance da mão, e a contar as horas suspensas da madrugada.
Agora chegam pelos olhos do telejornal, imagens da superfície do planeta, enviadas pela sonda Spirit. ‘Paisagem inóspita varrida por violentas rajadas de ventos secos’, é como num jornal se descreve a Cratera Gusev, onde a sonda pousou (não faz sentido usar o verbo “aterrar”, pois não?). Talvez seja por isso, por causa de toda essa ventania, mas a verdade é que não consigo divisar nas imagens televisivas as marcas, no planeta, do meu olhar perscrutador.