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finding nemo
rosas
innersmile
O cinema de animação, enquanto cinema de sala, libertou-se definitivamente dos limites do cinema infantil. No entanto, e os exemplos recentes têm-no demonstrado, é quando os filmes de ‘desenhos animados’ se destinam às crianças não perdendo de vista a necessidade de manter os pais entretidos, que os filmes de animação parecem atingir a sua maior eficácia. Mais uma vez isso acontece com este absolutamente delicioso Finding Nemo, em que a excelência do trabalho técnico está sempre, mas sempre, ao serviço da eficácia narrativa. É um verdadeiro prodígio, o facto de constantemente termos de nos lembrar que estamos a ver um filme de animação, não tanto, ou não apenas porque o filme é uma virtuosidade, mas sobretudo porque a história nos “agarra” e porque os personagens são verosímeis. Kudos ainda para o trabalho da Rita Blanco na dobragem do personagem Dory: as suas tentativas de falar ‘baleiês’ são hilariantes.
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makes the world go around
rosas
innersmile
Escrevi numa carta recente a um amigo que lhe pedia desculpa por ele viver num país pobre (ou melhor, num país onde, apesar de ser incomparavelmente mais rico do que o meu, a maioria da população vive num nível de pobreza muito maior do que no meu) e eu viver neste conforto consumista e endinheirado do primeiro mundo; disse-lhe que vergonha não era viver num país pobre, e que o dinheiro é sintoma de decadência. Apesar de ele ainda não ter recebido a carta, e não ter tido por isso oportunidade de ler essas baboseiras, quero desde já pedir-lhe desculpa por ter escrito tamanhas atoardas. Apercebi-me já demasiado tarde que só alguém que vive num país capitalista ocidental do primeiro mundo pode ser cínico ao ponto de dizer a uma pessoa que vive em condições difíceis num país do terceiro mundo esse tipo de tiradas moralistas e cheias de complexo de culpa e tão, mas tão, desprovidas de sentido. Ora porra!, para quem não tem orçamento para satisfazer as necessidades mais básicas, dizer-lhe que isso de ser pobrezinho é muito honrado e digno, é a hipocrisia mais salazarenta e imbecil que já fui capaz de cometer.