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love actually
rosas
innersmile
Há agora este género de comédias românticas inglesas a que, à alta de melhor denominação, podemos chamar ‘comédias hughgrant’, dado que são todas, e se não são todas é como se fossem, protagonizadas pelo Hugh Grant. Aliás, do Hugh Grant pode-se dizer que se não é o rei da comédia, é pelo menos o primeiro-ministro! Estes filmes são basicamente todos iguais, repetem sempre a mesma fórmula, e repetem-na até à exaustão. Como este Love Actually, que é assim uma espécie de Grande Dicionário Ilustrado do Cinema Hughgrant, juntando no mesmo filme os elementos fundamentais de todos os filmes anteriores. Como se fosse uma síntese, que só não o é porque não é previsível que vá haver grandes alterações daqui para a frente. Bom, e então? E então, apesar de toda a previsibilidade, apesar das repetições, das mesmas situações e das mesmas piadas, a verdade é que o filme (tal como a generalidade das outras comédias hughgrant anteriores) é divertido, levezinho, tem piada, tem uma banda sonora que nos mantém sempre embalados (outro dos ingredientes clássicos deste cinema hughgrant), tem actores que é sempre um prazer ver nem que seja a declamar a lista telefónica (a Emma Thompson e o Alan Rickman, que gozo! E já agora a Laura Linney). E pronto, filme de natal por filme natal, antes mais uma comédia hughgrant do que uma coisa que caia mal.
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