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rosas
innersmile
Esta entrada é um bocado parva. Basicamente, porque serve apenas para dizer que não me apetece escrever nada. Quer dizer, não sejamos melodramáticos: não há assim uma grande crise, um drama desproporcionado, a minha vida não está aos solavancos. Mas a questão é que só me apetece choramingar e dizer que a minha vida está aos solavancos. Está certo que tenho andado um pouco mais ocupado do que o costume, e o ócio ainda é o pai das grandes entradas. Assim, nos poucos momentos que tenho livres, como este agora, ponho-me a olhar para o livejournal e nem espremido sai alguma coisa. Como se fosse uma parede branca. Sei lá, há coisas aí do dia-a-dia que eu podia comentar. Ontem, por exemplo, lembrei-me de pôr uma entrada a dizer que quando estava a sair de casa, mais uma vez chovia copiosamente, e que no noticiário da rádio estavam a dizer que a Rússia, à semelhança de outros grandes poluidores, se recusava a assinar o protocolo de Quioto, e que eu pressentia que havia um elo de ligação qualquer entre essas duas ocorrências: a chuva e o protocolo que ninguém quer assinar. Mas depois cheguei aqui ao job e o filho da puta do céu começou a desabar e, pareceu-me a mim, logo todo em cima da minha cabeça. Há dois dias no ano em que eu perco as estribeiras e me apetece fugir ‘daqui’ da forma mais radical possível. E ontem foi a primeira vez que isso aconteceu em que não tinha ao pé de mim quem me costumava aturar estes ataques de fúria histérica, e, sobretudo, quem mas aturava sem valorizar a fraca figura que eu faço nessas ocasiões. Mas depois lá passou tudo, a tarde deslizou plúmbea e acabrunhada, e eram onze da noite eu estava na cama a ler. Hoje de manhã ainda me lembrei de escrever aqui uma ‘to do list’ com dois itens: não vir para o innersmile ‘moaning and whining’ e aprender a respirar debaixo d’água. Pus essa treta on-line, mas quando a li no ecrã do computador, até me arrepiei, e apaguei logo a entrada.
O innersmile, como sabem aqueles que o não lêem, é uma obra de ficção. E esta entrada é totalmente inventada, qualquer semelhança com pessoas ou factos reais é apenas um acidente infeliz. Mas agora cheira-me a comida e eu vou almoçar.