November 24th, 2003

rosas

de tarde quando se extingue o sol frio

de tarde quando se extingue o sol frio
eu tento alinhavar nalguns sonetos
a noite que aproxima, como um fio,
vertigem de vazios caracteres pretos

a esperança de que um dia nestes versos
tropece a felicidade que se tarda
que houvesse, não partidas, mas regressos
no tranquilo equilíbrio duma quadra

que fossem de oiro branco as madrugadas
passadas com o teu corpo por perto
em sede de ribeiras derramadas

mas espera-me o passar lento e incerto
das horas pela vigília espalhadas
na rima solitária de um terceto