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two of us
rosas
innersmile
ESte fim-de-semana fiz-me sócio de um clube de video. Vi o 'I Am Sam' de que gostei muito. É um filme inspirador, que nos faz acreditar que há em todos nós coisas boas que nos podem salvar. Sem cinismo. Gostei muito da Dianne Wiest, mas pronto, eu gosto sempre muito da Dianne Wiest. Gostei muito da Michelle Pfeiffer, mas pronto, eu gosto sempre muito da Michelle Pfeiffer. Também gostei do Sean Penn, que, pronto, deve ser dos maiores actores do nosso tempo, e que consegue arrancar uma interpretação estrondosa, ao carregar, não os tiques do personagem, mas precisamente as suas subtilezas, aquilo em que o Sam é exactamente igual a qualquer um dos outros. Também gostei da Laura Dern, mas isso é pporque eu sempre que vejo a Laura Dern lembro-me da Lula e do Sailor. Também gostei muito dos actores que faziam de amigods deficientes do Sam, e gostei mais ainda porque dois deles são mesmo deficientes. Também gostei, e muito, da música dos Beattles, mas isso eu já sabia porque tenho a BS do filme cá em casa há muito tempo. Também gostei do documentário que vinha nos extras e que mostrou como as pessoas que fizeram o filme se empenharam muito em contar uma história bonita.
Trouxe também o 'Simone' por ser com o Al Pacino e por causa do tema, que me interessa muito. Infelizmente o filme é uma seca, o Al Pacino está muito preguiçoso no papel, e ainda bem que me fiz sócio do videoclube porque era muito bem capaz de comprar o dvd, e assim foram euros poupados.
Hoje trouxe 'A Corda' do Mestre Alfredo, para ver daqui a bocado.

Entretanto, mais logo vai dar na rtp2 o 'Saló', que é o último filme do Pasolinni. É um filme brutal, de uma violência extrema, de tal modo impressionante, que ainda me lembro, como se tivesse sido ontem, do impacto que teve em mim a primeira vez que o vi, ali do TAGV. E lembro-me também do impacto que teve em mim a segunda vez que o vi. E lembro-me de todas as vezes que o vi, porque é um filme assim, que não se esquece de cada vez que o vimos. Apesar de ser um filme no limiar da visibilidade. Eu que não sou nada impressionavel, houve uma cena a primeira vez que vi o filme que me impressionou tanto, que durante muitas revisões, não consegui ver essa cena. Seja como for, acho que o 'Saló' tem uma quota parte de responsabilidade muito grande na minha formação, cinematográfica e pessoal, naquilo que eu sou. É um daqueles filmes que nos revolve totalmente, e ao revolver-nos, necessariamente nos transfigura e transforma. Se alguém quer ser amanhã diferente do que é hoje, tem mais logo uma oportunidade única de o conseguir. Um filme contra todos os fascismos, e sobretudo contra todos os fascismos que habitam dentro de nós.

Também mais logo, vai dar, já não sei em que canal, 'Last Exit To Brooklyn', que eu quero ver se gravo, porque acho que nunca vi, tenho uma grande curiosidade em ver, e vai dar tardíssimo.
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