August 15th, 2003

rosas

mercearia

É um bom nome para um weblog assim do género do innersmile: mercearia! Vendas a Retalho também é um bom nome, com a descrição 'comércio de pouco valor', mas mercearia é melhor. Mais abrangente. Bom, como não há um registo para nomes de weblogs, ele aí fica à disposição de eventuais interessados.

Li no Público, um dia destes, que o comissário da Coimbra 2003, questionado sobre a falta de oferta cultural do evento durante o mês de Agosto, quando a cidade tem mais turistas do que autóctones (como se poderá confirmar dando uma volta na Baixa, à noite), terá respondido, mais coisa menos coisa, se não foi assim o sentido foi este, que - todos precisamos de descansar, e que - Coimbra 2003 é mais virada para a cidade, e não tanto para os turistas. Digam-me que não é verdade. O que é grave não é o Comissário ter dito isto; o mais grave é que ele, como muita outra gente, pensa mesmo isto. Num evento anual, os organizadores precisam de férias. Ora porra, tirem férias para o ano! Por esta ordem de ideias, a Expo 98 tinha fechado de Maio a Setembro. E depois, a Coimbra 2003 foi publicitada no estrangeiro; para quê?, porque razão se gastou dinheiro dessa maneira?, se o evento afinal não era destinado aos estrangeiros? Mais: os turistas que vêem a Coimbra, não passam o dia na praia e a noite nos bares a beber; não, os turistas que vêem a Coimbra visitam museus e igrejas, vêem cá apenas e exclusivamente porque sabem que a cidade é rica em património histórico e cultural. Sim, até porque não tem mais nada!
Depois eu é que estou sempre a dizer mal dos coimbrinhas. Esta gente é pequenina e medíocre. E, por isso, a cidade é medíocre e provinciana. E, por isso, a Coimbra 2003 é apenas um êxito relativo: relativo porque os resultados são sempre à medida das ambições, e êxito porque a cultura e o prazer conseguem, apesar de tudo, sobrepôr-se à tacanhez.

Atrás de uma referência num livejournal que já não me lembro qual foi, comprei hoje a revista 365. Eu não sei se tinha obrigação de saber isso, mas de qualquer forma foi uma surpresa e uma emoção reencontrar as fotos da Joana Linda na revista. Ultimamente não consigo aceder ao Lightstripping, não sei se é o site que está inoperacional, ou what. E a Joana faz-nos falta como, Sophia dixit, a água no deserto. Pronto.

Comprei dois cds: o Tour de France, dos Kraftwerk, que me pareceu tão bom como os melhores, mas se calhar isso é porque eu não tenho crivo crítico porque há por aí muita gente a desancar no disco. E também comprei um cd com música de Schubert: sonata para piano em ré maior (pianista Leif Ove Andsnes) e nove canções (tenor: Ian Bostridge).Ainda não ouvi as canções, mas a sonata para piano é linda e leve como a luz de uma manhã de princípio de Verão.