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bzk
rosas
innersmile
Inauguração, ontem à noite, de 'Covers', a exposição do BZK GROUP. Eu gostava de escrever aqui coisas inteligentes sobre a experiência inter-textual desta proposta, salientando que, servindo as canções que estiveram na base do projecto de pontos de partida para o trabalho fotográfico, o resultado inevitavelmente diz mais sobre o trabalho e a curiosidade e os interesses de cada um dos fotógrafos do que propriamente sobre as canções que estiveram na origem. Aproveitava também para dizer que a exposição, e a forma como está montada, permite, para além de apreciar o conjunto coeso de obras apresentadas por cada um dos fotógrafos, tentar estabelecer pontes (acordes?) de diálogo entre as diferentes 'covers'. Depois, naquele tom mais epidérmico que eu gosto de usar, acabava a escrever sobre a exposição íntima e porosa das fotografias surpreendentes (no sentido de surpresa) do Bruno Espadana, sobre as admiráveis estórias que cada uma das fotografias do António Soares conta e sugere, sobre o universo onírico de contos de fadas das fotografias do António Vieira, onde o terror e o fascínio são os dois movimentos do mesmo gesto, sobre o sopro que nos varre o rosto quando fixamos a sépia lunar dos fotografias do Luis Farrolas, sobre as explosões cromáticas que fazem das fotografias do Mário Pires uma aventura em que tentamos descobrir se é o negro que se rasga se é o vermelho que se tinge (sim, e há aquela fotografia que está isolada no painel à esquerda em que o espectro de nós, os espectadores dispersos, é convocado para dentro do próprio objecto exposto).
Pois, era sobre isso tudo que eu gostaria de escrever. Mas isto é como ir assistir às festas de fim de ano dos filhos: nunca conseguimos abstrair do facto de que conhecemos e gostamos e respeitamos, aquelas pessoas que se estão ali a mostrar e a mostrar o trabalho de que são capazes. E isso, claro, cola-se aos olhos como um sorriso enquanto tentamos ver para além da amizade. Não se consegue. Afectuosamente.

little water song
rosas
innersmile
Hoje foi o último dia de natação. Nos outros anos, este dia costumava ser de contrariedade por significar 2 meses sem nadar. Mas este ano é diferente, é um dia triste. Porque, a partir da próxima semana, a piscina vai sucumbir ao camartelo do Euro2004 e do Amorim. Ok, a piscina está velha e desactualizada, há muitas avarias. Por isso, estava aprecisar de reforma, mas havia de ser uma reforma bonita, inaugurávamos uma piscina nova, condecorávamos esta pelos bons serviços prestados (caramba, houve campeões olimpicos que se fizeram, ou se ajudaram a fazer, nesta piscina), e diziamos-lhe adeus. Mas assim, não, a pobre morre às mãos do dinheiro e dos "interesses", sem apelo nem agravo, e sobretudo sem glória. Dizem que para o final do próximo ano já haverá novas piscinas no mesmo local (give or take umas dezenas de metros), e que a partir de Outubro se há-de arranjar uma solução provisória para não pararmos com as braçadas.
Para mim, esta piscina será sempre uma memória. Dos dias longos de Verão quando alargatávamos na bancada de cimento. Das quotidianas e infernais manhãs em que eu fui, durante mais de 2 anos, fazer recuperação. Do Prof. Godinho, por quem tenho gratidão e de quem tenho saudade. Até de o ver nadar...