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bloomsday
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innersmile
Hoje é Bloomsday.
Sem qualquer intuito comemorativo, estive a ler mais um canto da Odisseia, traduzida pelo Frederico Lourenço, até às 3 da manhã. Não me canso de recomendar este livro prodigioso. E se alguém se atemoriza por se tratar de um clássico 'pesado', eu garanto (or your money back!... ou não) que se lê com o entusiasmo de um livro de aventuras e o sortilégio de um livro de poemas.
Vou lendo, 'ao lado', o volume I dos Estudos de História da Cultura Clássica, de M. H. Rocha Pereira (a minha edição é a 9ª, deste clássico-ele próprio publicado pela F C Gulbenkian), que ajuda a contextualizar a leitura e a preencher algumas das minhas e-n-o-r-m-e-s lacunas em termos de cultura clássica.
Entretanto, na revista Os Meus Livros, de Junho, Frederico Lourenço inicia colaboração, precisamente sobre os grandes livros gregos, começando precisamente por Homero, mas pela Ilíada, que lembro-me de ter lido que ele está a traduzir.

Voltando ao Bloomsday, a verdade é que nunca consegui ler o Ulisses! Li o Dubliners, o Retrato do Artista Enquanto Jovem, uma coisa deliciosa chamada Giacomo Joyce ("love me, love my umbrella" é das minhas frases recorrentes), mas nunca consegui passar das primeiras páginas do Ulisses, nem, a bem dizer, das últimas, pois já tentei ler o livro 'aos pedaços', nomeadamente o monólogo da Molly Bloom, que li, há muitos anos, quando vi a Graça Lobo a fazer esse monólogo em palco (e por quem, desde esse dia, sou devoto apaixonado).
Tenho também a biografia de JJ por Richard Ellmann, um exemplar daqueles que eu gosto, todos sublinhados e cheios de apontamentos, ou não tivesse vindo para a minha estante de uma... biblioteca. Eu sei que isto é um crime, mas confesso que não fui eu que roubei o livro da biblioteca, e ladrão que rouba ladrão... Quem mo passou para a mão foi um professor de inglês, aí de um desses institutos de línguas que há em todo o mundo, e que mo emprestou para incentivar o meu interesse por Joyce e pela Irlanda. Depois, foi só uma questão de me esquecer de devolver o livro e acabei por, infelizmente(!), perder o contacto com o tipo.
Entretanto, descobri este site, de modo que um dia destes volto a fazer nova tentativa!
Só mais uma anedota: apesar de ser irresistível gozar com os turistas que tiram fotografias no Chiado, sentados à mesa com o Fernando Pessoa, tenho por essa gente o maior respeito, pois não resisti, em Dublin, a tirar uma foto ao lado da estátua de Joyce numa esquina de O'Connell St. (para os mais curiosos, há aqui uma foto da estátua)
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